domingo, 3 de julho de 2011

Mineiros, me perdoem!



Queridos leitores mineiros, me perdoem! Mas é impossível, quando mais um político brasileiro morreu, não pensar o seguinte: a maior prova da incompetência política de tantos políticos brasileiros é ter sido Prefeito de uma cidade em outro Estado Brasileiro, ter sido Governador de outro Estado Brasileiro, ter sido Presidente Brasileiro por 2 anos (mesmo que tampão) e acabar morrendo no hospital Albert Einstein em São Paulo/SP.

Itamar Franco, a exemplo do painho Antonio Carlos Magalhães e tantos outros políticos Brasileiros (inclusive José Alencar, o vice-Presidente de Lula) que desencarnaram no Albert Einstein ou no Sirio Libanês, encerrou sua vida aos cuidados de um hospital paulistano.

E porquê não em um hospital de primeira linha em Belo Horizonte ou em Juiz de Fora?

Por que ele não trabalhou, durante seus 20, 30, 40, 50 anos de vida pública para construir um hospital de excelência em qualidade em seu Estado, para no fim da vida, morrer em sua terra natal? Falta de dinheiro? Qualé!

Eles não pensam que um dia morrerão. E morrerão velhos, de Acidente Vascular Cerebral-em decorrência de uma pneumonia - acarretada por leucemia. Ele tem a vã ilusão de que serão para sempre os velhos topetudos assanhados ao lado da dançarina sem calcinha. Quem morre de AVC em hospital (por que rico, ah...! Rico morre de AVC - álcool + viagra + cocaina - enquanto faz jogging em Brasilia!) é velho pobre que precisa se sujeitar ao hospital público da zona Sul de São Paulo; quem morre de pneumonia é pobre, que pega pneumonia e não tem como se tratar; quem morre de leucemia é criança filha de pobre.

E os velhos políticos assanhados, que fazem montanhas de caca durante a vida toda para os Brasileiros que lhes pagam o papá, acabam morrendo aos cuidados de um hospital de ponta em São Paulo, mantido pela Sociedade Beneficiente Israelita Brasileira...

Por que NÓS, mineiros, bahianos, goianos, cearenses, paulistas, gaúchos, paranaenses, etc, não merecemos ter em nossas cidades, de capitais às menores cidades, hospitais de ponta mantidos pelo SERVIÇO PÚBLICO DE SAÚDE?

Por que NÓS, mineiros, bahianos, goianos, cearenses, paulistas, gaúchos, paranaenses, etc, não merecemos ter em nossas cidades, de capitais às menores cidades, hospitais de ponta atendidos com qualidade pelos caríssimos planos de saúde particulares?

Por que só os Itamar, os José, os Antonio Carlos? Afinal de contas, PAGAMOS AS CONTAS DELES!

Voo 1907: Avacalharam

Quem dera que a única AVACALHAÇÃO fosse esta:

http://www.avacalharam.com.br/2011/06/acidentes-aereos.html

E não esta:

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/916685-pilotos-do-legacy-sao-condenados-pelo-acidente-com-aviao-da-gol.shtml

Depois, o MPF fica dando uma de cachorro louco correndo atrás do rabo:

http://exame.abril.com.br/economia/brasil/noticias/mpf-vai-recorrer-da-sentenca-dada-a-pilotos-do-legacy--2

Deveríamos todos achar que está bom, ou exigir que, num futuro próximo, quem sabe, pode ocorrer comigo ou com você, a AVACALHAÇÃO não ocorra?

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Tanto barulho por... nojo!

Mãe de oito gêmeos disse sentir nojo dos filhos



''Eu odeio bebês, eles me dão nojo'', disse Nadya Suleman, em entrevista
publicado em 01/07/2011 às 12h05


http://noticias.r7.com/internacional/noticias/mae-de-oito-gemeos-disse-sentir-nojo-dos-filhos-20110701.html




A americana Nadya Suleman, que ganhou fama ao dar à luz óctuplos em 2009, disse que sente nojo de seus filhos.
Ela afirmou ainda que ama as crianças, mas que ''gostaria de não tê-los tido''.
''Eu odeio bebês, eles me dão nojo'', disse a mãe em entrevista à revista Touch.
Nadya teve seus filhos após ter se submetido a um tratamento de fertilização in vitro e deu à luz por cesariana.
Ela acabou se tornando uma celebridade e ganhou o apelido de ''octomãe''.
A mãe de 36 anos também chamou seus outros seis filhos de ''animais''.
'Meus seis filhos mais velhos são animais, porque eu não tenho tempo de criá-los.''
Nadya afirmou que costuma se refugiar no banheiro para chorar e ''ter um pouco de paz''.
A americana disse estar participando de um reality show de namoros na TV para poder ganhar dinheiro a fim de criar seus filhos.
As afirmações devem reforçar dúvidas a respeito da capacidade da americana de cuidar de seus filhos, que já haviam sido expressas na ocasião do nascimento das crianças.


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***





A moça em questão NÃO TINHA um gato pra puxar pelo rabo;
A moça em questão NÃO TEM O MENOR TALENTO como mãe;

Porque então FOI FAZER 14 inocentes??? Agora aguenta! Aqui no Brasil tem um ditado: "Quem pariu Mateus que o embale"!



E a palavrinha mágica "emprego" - que tem muitos sinônimos na Lingua Portuguesa, como por exemplo, "trampo", "batente", "função" - mesmo na língua dela, qualquer que seja, não diz nada à ela?!? Ah, sei... o que essa indivídua não sabe é que fora do umbigo dela, existem milhares, millhões de mães que acordam cedo, cedíssimo, pegam três, quatro conduções só pra chegar no "emprego". Trabalham 8, 10 horas por dia por salário mínimo por mês, para sustentar 6, 10, 14 filhos E sem um maridão pra ajudar, sem rede de televisão para ficar correndo sacolinha, sem programa da Oprah para fazer demagogia.


Por que é que eu desconfio que, no fim das contas, ainda vamos ficar sabendo que certo pai, se der com os burros n´agua, se arrependeu amargamente de ter tirado o filho do lugarzinho dele, da familia dele, heim?



Espero que ele honre o que tem entre o umbigo e os joelhos e não faça o mesmo papelão que essa moça está fazendo...

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Gabriela, Rebeca... e um PS para Martin Boyle

Duas pessoas se conhecem. Sentem afinidade mútua. Começam a sair juntos. Resolvem ficar juntos. Em alguns casos, se casam. Dali algum tempo, pode ser que eles tenham filhos - ou não. Mas, vamos supor que tenham filhos.

As pequenas mancadas do dia a dia começam a ficar insuportáveis. Na maioria das vezes, o casal quer fazer muito pela familia, ou um deles acha que está bom do jeito que está e o outro acha que é pouco, pois ficar contando moedinha pra pagar conta de luz no fim do mês é o "fim da picada". Geralmente é a mulher quem fica aporrinhada de ter que contar moedinha pra pagar a conta, enquanto o distinto cavalheiro acha tudo as mil maravilhas.
Como dizer que a mulher está errada em querer mais e melhor para a familia, que inclui também a respeitável máquina de roncos que dorme ao seu lado toda noite? Dá pra dizer MESMO que ela esteja errada?

Só que a mulher, cansada de ficar contando moedinha, cansada de ser maltratada em casa - e não precisam ser maltratos físicos, não; maltratos psicológicos sutis como o camarada ignorar totalmente as queixas dela, as sugestões dela, ser tratada como uma burra já bastam pra esfriar até o sol, o que dirá um Ser Humano - resolve virar a mesa, pedir divórcio, jogar pela janela as tralhas do futuro ex-maridão. Outras, se vivendo em outra localidade que não seja seu país natal, percebem a total cilada em que caíram. Como são estrangeiras no país natal do ex-marido, não possuem a menor chance de terem seus Direitos respeitados.

O oposto também ocorre? Em alguns casos excepcionais, sim.

Não sei em que condições foi o divórcio de Martin Boyle e Mara Rezende. O fato é que a Mara tem uma baita bronca dele e, como ocorreu no caso do Ricardo Costa, o Boyle já passou uma temporada fazendo turismo numa cadeia Brasileira.
Quem está certo, quem está errado, não sei mesmo. Se a história da Mara fosse conhecida, daria para pesar os dois lados. Mas tem a Rebeca, que tem um pai adotivo, tem meio-irmãos e toda uma vida no interior de São Paulo.

E o que diremos do caso da Gabriela, filha da Brasileira Claudia Dias de Carvalho e do libanês Pedro Boutros? A Claudia, já divorciada do pai da Gabi, permitiu que a menina passasse o fim de semana com o pai - GUARDA COMPARTILHADA. Quando deu por sí, a menina já estava no Líbano.

De fato, este texto é para a REBECA REZENDE. Se SÁ ou se BOYLE, não importa, ela continua sendo a mesma garota. E, se esperta que penso que é, vai pegar a ideia a seguir.

Rebeca,

Não estamos aqui de advogados nem do Martin, nem da sua mãe, nem do seu padrasto. Portanto, desarme o espírito e continue lendo.

Você já está grandinha, muito provavelmente, já fez vestibular e está cursando faculdade. Meus parabéns! Alguém que ingressa numa faculdade pode - e DEVE - pensar por sí mesma, para deglutir muitas das patacoadas que os professores universitários querem nos fazer engolir com casca e tudo; professores da escolinha maternal ou da faculdade não são os donos da razão e do saber. Quem vai decidir o que é certo ou o que é errado naquele monte de teorias jogadas em cima das cabeças dos alunos, são os... ALUNOS!

E a mesma tese pode ser aplicada na sua vida: ou você deve conhecer a história do casamento de sua mãe com o Martin Boyle através do que sua mãe te contou, ou ter deixado a vida acontecer um dia atrás do outro. Se você agiu assim, está na hora de parar um pouquinho de "cuidar só da sua vida e dos seus cadernos de escola" e se dar uma chance para conhecer o seu pai gringo. Que tal?

O que aconteceu entre o Martin e a Mara, são águas passadas e não dizem respeito a ninguém, só a eles DOIS. Nem ao seu padrasto, que deve lhe dar apoio e carinho (assim espero!) diz respeito. Se eles não gostarem da ideia de você se encontrando com o Boyle, azar o deles. Quantas coisas que você deve ter feito na vida e eles NÃO gostaram? Um piercing, a escolha da faculdade, a escolha do curso, esta ou aquela amiga, um namorado... nossa, menina! Quando nós somos adolescentes, a gente apronta muitas, e muitas vezes, em segredo.
Quando eu era adolescente, se os meus pais soubessem de tudo o que eu fiz de bagunça na velha São Paulo da década de 80, não haveria escova ou pente que abaixasse os cabelos deles! Alguns pequenos exemplos das minhas aventuras: show do Nick Cave no Projeto SP numa quinta-feira tarde da noite, aos 16 anos; show dos Ratos de Porão no Britânia (e meus pais achavam que eu estava estudando Física naquela mesma hora na casa de uma amiga - só se for a Física de cadeiras voando!); gazetear escola para visitar o Museu da Imagem e do Som... veja, eu não estou incitando ninguém a ter uma adolescência como a minha, ainda mais que com toda a violência de hoje em dia. O que fiz e aprontei foi durante a década de 80. Mas algumas microscópicas transgressões à algumas regras rígidas dos pais são sempre boas experiências, seja para rolar de gargalhar no futuro, seja para saber o que foi bom ou foi ruim, seja para consertar uma situação exdrúxula em que nos colocaram sem que pudéssemos dizer "ei, espera aí! Pode colocar tudo de volta no lugar, meu chapa!". Sinceridade? Este é o seu caso.

É, digamos que você é do tipo CDF. Bacana. Curso de Medicina. Mas está na hora de saber mais sobre si mesma, de onde veio, se do lado da familia do Martin não tem ninguém com doenças genéticas. Curiosidade mórbida, mas curiosidade, ué?! A Mara não pode te impedir de querer saber se você corre o risco de ter Síndrome de Hodgkins e outras síndromes. Quebre as regras, pois você já tem idade para isso!
Mais vale dois pais na mão do que um voando, menina. Pode ser que o Martin Boyle seja um cara engraçado, bacana, com algumas coisas interessantes para compartilhar com você e, pode ser também que ele seja o inglês mais chato do mundo. Só quem vai poder decidir se ele é isso ou aquilo é você.

Um abraço grande.



***



Para Martin Boyle:

Tá, você já deve conhecer a "má fama" deste blog, através do BSH. Leia o texto inteiro antes de descer pedra na gente e perceberá que apoiamos a sua filha Rebeca e damos força para ela procurar você.
Ninguém aqui é contra os pais, nem somos um bando de feministas ensandecidas. Somos contra a feroz manipulação da imprensa no "Caso Sean", contra o Brasil ser tratado como um quintalzinho dos EUA (e de qualquer outro país) onde dois irresponsáveis ceifam 154 vidas e contra um rapaz passar pelo mesmo que você já passou, com um agravante: ele está na cadeia nos EUA por crimes que não cometeu, há quase MIL (1,000) dias!

Se a sua filha o procurar, ainda mais que agora você está no Twitter, por favor: não faça com os outros o que VOCÊ NEM SABE se fizeram com você. Deixe a menina guiar a conversa, não tente se impor como "O pai". Se você aparecer como "um novo amigo", as chances de você conquistar uma importantíssima posição na vida dela serão imensas. Como foi escrito em dada parte deste texto: os 16 anos sem a sua filha, são águas passadas. Olhe agora só para o futuro - mas sem querer entrar de sola na vida dela. Dificil, mas você vai ter que segurar a sua onda para ser, antes de pai, O amigo.

Boa sorte pra você.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Lavô, tá novo!

Ou como uma ex-coloniazinha que fica apregoando ser o "berço da Justiça e Democracia" não passa de uma propaganda enganosa




Anos atrás, assisti o que considero ser o filme mais impressionante da minha vida. O título é "Vendetta" (1999, estrelado por Christopher Walken e Joaquim de Almeida) - não me lembro do título praticado no Brasil, mas deve ser o mesmo, já que é uma palavra bem conhecida pela enorme população de Italos-Brasileiros. Enfim, como esse filme foi marcante, volta e meia vem à memória a terrível história de um grupo de imigrantes italianos nos EUA, que foram presos, julgados e depois linchados com o aval do governo local.

Vamos a história

Em 1891, um delegado de polícia de New Orleans (é, é aquela mesma cidade que foi arrasada pelo furacão Katrina em 2005 e o Governo dos EUA nada fez para salvar a população; até hoje, os efeitos do furacão W. Bush, quer dizer, do Katrina repercutem no povão americano) de descendência irlandesa, David C. Henessy pegava pesado com os imigrantes sicilianos instalados na cidade, mas em geral, era festejado entre os outros imigrantes italianos que estavam sofrendo nas mãos dos seus compatriotas mafiosos da Sicilia.

Numa noite chuvosa, Henessy foi pego numa emboscada. Levado ao hospital, o delegado (ou "chief", como são chamados os delegados lá) sussurrou a alguns conhecidos "Dagos". "Dagos" era uma expressão desrespeitosa usada para se referir aos Italianos, assim como "carcamano". Pouco depois, ele morreu.
Sem investigação, um grupo de VINTE italianos acabou preso e, entre eles, até meninos pré-adolescentes. Alguns foram torturados para confessar suas ligações com a familia Matranga, que competia pela importação de frutas contra a familia Provenzano. Como os Matranga estavam vencendo a concorrência contra os Provenzano, o patriarca, Joseph (Giuseppe) Provenzano, tratou de arranjar capangas para acabar com a concorrência. Puro Poderoso Chefão: os capangas mataram alguns Matranga, foram presos e Henessy iria testemunhar a favor de Joseph Provenzano, se não tivesse sido assassinado uma semana antes.

O assassinato do chief Henessy causou comoção na cidade. E, como em qualquer lugar do mundo, tinha que aparecer alguém para se locupletar economicamente ou politicamente em cima da desgraça alheia: o prefeito de New Orleans, Joseph Shakespeare, começou a incitar a opinião pública contra os imigrantes italianos "Vamos ensinar a essas pessoas uma lição que nunca mais esquecerão", ele bradou em praça pública. Até o espírito de PIG apareceu, numa edição do Popular Science Monthly, de dezembro de 1890, questionando-direcionando o que deveria ser feito com os "dago", ao sugerir que as Leis em voga seriam inadequadas para controlar a criminalidade imigrante que aterrorizavam a população americana local. Tal artigo, amparou a prisão de vinte pessoas.
A histeria coletiva era tamanha que o filho de um eminente comerciante foi até a prisão onde estavam os vinte imigrantes no dia do enterro de Henessy e, portando uma arma, deu um tiro que atravessou o pescoço de um dos detentos. Por este assassinato, o "prêybói" ficou na cadeia por 6 meses.

O julgamento dos 19 italianos foi um verdadeiro circo, de fazer corar de vergonha o julgamento dos mandantes e dos assassinos da irmã Dorothy Stang. De cara, o promotor de Justiça, Lionel Adams, foi obrigado a retirar as queixas que recaíam sobre Matranga e Batian Incardona. As testemunhas de defesa estavam sendo ostensivamente ameaçadas e não compareciam ao tribunal; um dos acusados, Asperi Marchesi, foi inocentado em troca da "denúncia premiada". Outros, como Antonio Scaffidi, Manuel Politz e Pietro Monasterio, permaneceram acusados, mas foram inocentados pelo juri, que foi fiel as suas convicções e percebeu o erro grave que estava sendo cometido.

Em virtude de tamanha confusão - os bodes expiatórios estavam sendo inocentados, "who killa da chief Henessy?", gritava a população dentro e fora do tribunal, imitando a pronúncia e o sotaque italiano -, o juiz decidiu por bem manter os inocentados na cadeia por questão de segurança.

Justiça seja feita!

Dois dias depois que os 19 foram enviados de volta à prisão por "questões de segurança deles mesmos", um "espírito de sporco" chamado W. S. Parkenson reuniu uma turba e seguiram para um paiol onde se armaram até os dentes. Ele e a turba raivosa formavam um grupo chamado "Movimento para corrigir a justiça". Do paiol, seguiram para a cadeia onde estavam os então inocentados para matar a tiros nove dos inocentados e enforcarem nos postes de luz do lado de fora da cadeia outros dois. Sobreviveram oito, que supostamente foram ajudados por um policial de nome Dominic O´Malley. O´Malley, por sua vez, quase foi linchado pela turba.

O que os hipócritas gritam quando ocorre um evento de selvageria como esse? Se for no Brasil, os hipócritas correm a dizer "Se este país fosse civilizado....", "Se este país fosse sério, mas DeGaule disse que o `Brasil não é um país sério! ´" e por aí vai a cantilena, bla-bla-bla, nhem-nhem-nhem. O que então dizer dos EUA em relação a este caso, o caso do Ricardo Costa, ao do Professor de Educação Física Sean Lanigan e tantos outros? É um país civilizado? Tem certeza?? Continue lendo.

Ao invés de repudiar o crime que a turba enraivecida tinha cometido, o prefeito de New Orleans, Shakespeare limitou-se a mandá-los para casa e declarou "Deus os Abençoe". Pior: quando perguntado se estava chocado com os fatos, ele declarou: "Não, pois sou Americano e não tenho medo do demônio. Esses homens mereceram o castigo imposto pela população pacífica e obediente às Leis". Ah, tá.

Para fingir que comem de faca e garfo e não soltam pum na mesa, o linchamento dos imigrantes italianos foi "investigado e levado a julgamento". Na cadeira dos réus, estavam o policial O´Malley e dois dos jurados que haviam inocentado os 19 italianos. Acusação? Obstrução da justiça!!!! A fim de completar a belezura, o juiz ainda elogiou Parkenson pela iniciativa.

Remendando o soneto

Ao tomar conhecimento dos fatos envolvendo os imigrantes italianos nos Stati Uniti, o Rei Victorio Emannuel, pressionado por uma banca de promotores italianos, exigiu o retorno do Embaixador italiano nos EUA e expulsou o Embaixador americano. Mais pressionado ainda, gaguejou uma ameaça de guerra contra "il grande paese del nuovo mondo". Com o intuito de acalmar as partes, o Presidente dos EUA, através de seu Secretário de Estado exigiu que o Estado da Louisiana compensasse financeiramente as famílias dos 20 homens presos, o que ia completamente na contramão do que a "pacata, temente a Deus e obediente às Leis" população Americana pensava a respeito do linchamento. Em West Virginia, os americanos trabalhadores de uma mina de carvão fizeram uma violenta greve em decorrência da não demissão de dois colegas imigrantes italianos; a Guarda Suiça, aqueles emplumados soldadinhos (que não são Suiços, são Italianos) que protegem o Papa, foram impedidos de desembarcar nos EUA - e quase que o Papa foi preso na sua visita aos EUA.

Nem o assassinato do chief Henessy foi desvendado, nem a população italiana em New Orleans decresceu, nem a Itália entrou em guerra contra os EUA. Acabou tudo em águas de bacalhau.

E a história da xenofobia no Arizona nem ponta do iceberg é...




Bibliografia consultada:
http://files.usgwarchives.org/la/orleans/newspapers/00000077.txt

http://raciality.blogspot.com/2009/03/movie-about-historical-lynching-of-many.html



segunda-feira, 20 de junho de 2011

Voo 1097: A ANAC e a matemágica





A aula de matemágica física com a ANAC e os pilotos de fogão



Passagem GOL Manaus - Brasilia: R$849,90 (Adulto - Valores atuais para junho/2011)
Passagem GOL Manaus - Brasilia: R$509,94 (Criança até 12 anos- Valores atuais para junho/ 2011)

Multiplique 509,94 x 5 = R$ 2.549,70
Multiplique 849,00 x 139 = R$ 118.011,00

Total Bruto: R$ 120.560,70 (passagem + taxa de embarque, etc)

Eis o que, se fosse amanhã, dia 21/06/2011, a GOL e a Infraero teriam arrecadado com o embarque de 144 passageiros, exceto os tripulantes do voo 1907.

Porém, pra ANAC, cada vida dos 154 passageiros - sem contar o prejuizo que a GOL LINHAS AÉREAS arcou com a perda do jato Boeing 737-200 com um mês e meio de uso - custou:

R$3.500,00 / 154 = R$22, 72

Pois é, caros leitores! Nós suamos sangue para pagar R$849, 90 por uma mera passagem de avião numa Low faire airlines (supostamente, a GOL é low faire, certo? Se bem que a comidinha da TAM que não é Low faire está bem próxima do lanchinho de plástico da GOL!) e, se no meio do caminho, tiver um jato executivo supostamente pilotado por dois ¨%#$$# irresponsáveis, as nossas vidas vão custar aos bolsos desses dois #$%$% irresponsáveis em multas para a ANAC, a "imensa" fortuna de R$3.500,00.



Obrigada pela PIADA PRONTA, ANAC. Com isso, vocês estão inaugurando um novo gadget neste blog: as ENQUETES!




Noticia publicada em:
http://www.talkcomunicacao.com.br/talk/pagina.php?id=3273

sábado, 18 de junho de 2011

Voo 1907: A cafajestada Nardônica em 2006




Nada sugestivo, não é? Pois é isso o que Governo dos EUA, o Judiciário Brasileiro e os pilotos Lepore e Palladino expressaram de emoção ao saberem que 154 Brasileiros haviam perdido a vida.





Não existem outras palavras - exceto outros sinônimos mais chulos e grosseiros - para descrever o que vocês lerão a seguir, a não ser "cafajestada".

No post de 21/12/2010 do blog do LUIS NASSIF, a respeito de um daqueles 250 mil telegramas secretos dos EUA que o Wikileaks vem publicando, está descrito passo a passo a cafajestada do Governo Americano para liberar os dois pilotos Joseph Lepore e Jean Paul Palladino.
É uma descrição chocante, que realmente nos faz pensar o quanto ainda os velhos coronéis do DEM e PSDB tem a aprender para se equiparar ao menos vil dos políticos norte-americanos.

Vou reproduzir o texto na íntegra, mas ele se encontra aqui: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/wikileaks-o-caso-legacy

Do CartaCapital WikiLeak
s
Acidente da GOL: EUA buscaram Itamaraty e PF para tirar pilotos do país

Em 29 de setembro de 2006, o pior acidente da história da aviação brasileira aconteceu na Serra do Cachimbo, no Mato Grosso.

Um jato particular Legacy, da empresa americana ExcelAire, se chocou com o vôo 1907 da GOL. Todos os 154 passageiros da GOL morreram.

Os pilotos americanos que conduziam o jato, Joe Lepore e Jan Paladino, foram acusados de negligência – eles teriam desligado o transponder, equipamento que alerta para a possibilidade de uma colisão – mas acabaram inocentados pela Justiça Federal de Mato Grosso.

O acidente do Boeign 737 da GOL evidenciou o caos aéreo causado pelo aumento do tráfego sem um aumento do número de controladores aéreos. Os controladores, subordinados à aeronáutica, trabalhavam longas horas e em péssimas condições. No caso do acidente, controladores acusaram que haviam "pontos cegos" em plena rota de aviões, o que dificultava seu trabalho.
Telegramas a serem publicados hoje pelo WikiLeaks mostram que a embaixada americana contactou o Itamaraty, a polícia federal e o judiciário para tirar os pilotos americanos do país.
Atendendo aos EUA, o Itamaraty interveio junto à justiça em nome dos pilotos.

Itamaraty ajuda EUA a pressionar justiça
Preocupados com a possível condenação dos seus pilotos, em outubro de 2006, os EUA enviaram 3 funcionários do Conselho de Segurança de Transportes (NTSB) e um da Administração Federal de Aviação (FAA) ao Rio de Janeiro para acompanhar de perto as investigações. (1)

Por sua vez, a embaixada dos EUA se preocupou principalmente com uma coisa: tirar os pilotos americanos do Brasil assim que liberados através do habeas corpus – eles não estavam presos, mas seus passaportes estavam retidos e eles não podiam sair do país.

Em novembro de 2006, o cônsul-geral Simon Henshaw Henshaw interveio junto ao Itamaraty para pedir que interviesse junto à justiça.

Um telegrama do dia 17 de novembro mostra que o diretor das Comunidades Brasileiras no Exterior do Ministério das Relações Exteriores, Manoel Gomes Pereira, disse que iria transmitir "oralmente" a preocupação do governo dos EUA, pois "temia que qualquer comunicação por escrito pudesse causar repercussão contrária aos pilotos".

No dia 21, Manoel Gomes Pereira telefonou para o cônsul-geral dizendo que ligara pessoalmente para dois dos juízes trabalhando no caso do acidente (2), explicando a preocupação dos EUA.
Restava esperar. "Ele recomendou que não se tomassem mais ações até o julgamento, pois os juízes são sensíveis a pressões externas", relatou o telegrama.

Ligando para a PF
Em 1 de dezembro de 2006, o embaixador Clifford Sobel escreveu a Washignton dizendo acreditar "ser apenas uma questão de tempo" até os pilotos do Legacy conseguirem a autorização para sair do país.
Sobel ligou para o delegado da PF Renato Sayao (3), responsável pelo inquérito policial, para perguntar sobre o habeas corpus.

"Contactado pela embaixada, Sayao disse ser improvável mas possível que os pilotos sejam formalmente acusados. Ele disse também que o mais provável é que os controladores aéreos sejam culpabilizados pelo acidente. Mesmo se formalmente acusados, Sayao disse que os pilotos poderiam provavelmente sair do país, mas notou que isso é uma decisão da justiça e não dele".

O embaixador nota também que a opinião pública estava mais favorável aos pilotos americanos depois que foi ficando clara a proporção do caos aéreo - no começo, diz ele, estava bastante contra os americanos. (4)

Mirando o STJ
Sobel observa também que os pilotos e executivos da ExcelAire estavam sendo representados no Brasil pelo escritório de advocacia de José Carlos Dias, o mesmo que representa a embaixada.
Ele reforça que o advogado da embaixada, Théo Dias, é "filho de um ex-ministro da justiça".(5)
"Ele nos alertou para não fazer muita pressão sobre as cortes, dizendo que elas têm orgulho da sua independência e normalmente não cedem a tais pressões, algumas veses produzindo o efeito contrário para provar sua independência". (6)


Em seguira, o advogado explicou que se o pedido de habeas corpus não fosse atendido, o recurso iria para o Superior Tribunal de Justiça.

"Nosso advogado sugeriu que se o pedido (de habeas corpus) dos pilotos for rejeitado, nós consideremos uma intervenção discreta junto ao Ministério da Justiça, pedindo que eles contactem o Tribunal Superior".
Sobel encerra o telegrama lembrando que o MRE já havia intercedido junto a dois juízes em favor dos pilotos americanos.

"Nós não acreditamos que mais pressão vai produzir resultados positivos", explica Sobel. "Entretanto, a embaixada (em Brasília) não se opõe a Washington procurar a embaixada brasileira, pois isso pode ser visto como uma continuação dos pedidos ja feitos e não como pressão extra".

Ele conclui que a embaixada estava "frustrada" com a maneira que a investigação foi conduzida – mas era melhor esperar para reclamar "depois que os pilotos tenham deixado o Brasil". (7)

Processo contra pilotos segue até hoje
Em 5 de dezembro de 2006, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região concedeu o habeas corpus aos pilotos norte-americanos, que se comprometeram a comparecer durante a ação penal no Brasil. (8)

Em 8 de dezembro de 2008 o juiz federal de Sinop, Mato Grosso, absolveu-os de negligência, mas manteve outras acusações. (9) Pouco mais de um ano depois, em janeiro de 2010, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região suspendeu a absolvição por negligência nos procedimentos de emergência e falha de comunicação. O caso voltou à primeira instância.

As famílias das vítimas seguem organizadas e exigindo punições contra os pilotos. Chegaram a acionar a justiça americana em Nova York, mas o juiz americano Brian M. Cogan negou que a justiça dos EUA pudesse julgar o caso. O juiz também dispensou os pilotos da obrigação de prestar depoimento no Brasil.

Embora estejam respondendo a processo criminal no Brasil, Paladino segue trabalhando na American Airlines e Lepore na Excel Air.

A intervenção americana no caso do Legacy demonstra como o governo dos EUA agem no exterior – chegando a intervir junto ao governo, à polícia e à justiça local – para proteger os cidadãos americanos. E como o governo brasileiro atende a tais pedidos.
Mas o governo dos EUA usam também outras formas de pressão, como vai mostrar uma reportagem a ser publicada à tarde neste site. (10)

COMENTÁRIOS

(1) Este blog já publicou o endereço de um VIDEO do Jornal da Globo ( http://deixemseanfalar.blogspot.com/2011/05/voo-1907-aupair.html ) que apresenta o resumo das investigações Brasileira e Americana sobre o acidente. A investigação Brasileira aponta uma série de falhas para a causa do acidente: falhas dos controladores de voo, suposta falha do equipamento E sobretudo, a irresponsabilidade da dupla que deveria ser mais do que perita em pilotagem. Já a investigação americana, comandada pelo FAA e NTSB, isenta a dupla de culpa e despeja sobre "o exótico país tropical, povoado de Jecas Tatus e Macunaímas", a culpa pelo acidente.

(2) Judiciário Brasileiro: maçãs podres que estragam toda uma cesta de lindas e saudáveis maçãs que é o Brasil. Não tem que se fechar os cursos das faculdades de Direito que pululam nas esquinas do Brasil; tinha era que fechar a FACULDADE DE DIREITO DO LARGO DE SÃO FRANCISCO, associada a USP, que é de onde essa turma do mal vem!

(3) "E ai, doutô? Quanto é que ficou?"

(4) Com o patrocínio dos EUA, a participação ativa do PIG e a benção do partido do senador dirigindo bêbado, instalou-se o "caos aéreo" no Brasil. Para tanto, cutucou-se os controladores de tráfego aéreo do Brasil, uma classe de indivíduos que, em qualquer parte do mundo já é estressada por natureza. É quase a mesma coisa que ficar xingando o Rubens Barrichelo ou o Felipe Massa por não vencerem corridas de Formula 1: vai lá, moçada, vai lá arriscar o pescocinho a 300 Km/h! Mesmo por seis milhões de euros por temporada, é muito risco por nada...
Só que no caso dos bravos controladores de voo do Brasil, além de terem que cuidar de milhares de vidas por hora - e quando um avião se estabaca matando 154, 201, 199, 9 esses mesmos controladores são tão afetados emocionalmente quanto os familiares das vitimas - o salário deles é uma merreca e a encheção de saco da Aeronáutica que exige deles postura militar é gigantesca.

(5) José Carlos Dias e Theo Dias, filhos de ex-ministro da Justiça na Ditadura Militar e militantes de carteirinha do partido do senador bêbado. Que lindo! Mais maçã podre, impossível! Porém, quando a familia do outro lá tem centenária tradição jurídica e um dos integrantes da familia foi Ministro da Justiça do Jango Goulart, o PIG e o governo dos EUA inventam que a familia é de "coronéis" com infinita influência nos palácios da Justiça. Oras, oras! Mais uma cafajestada do governo dos EUA, ao difamar a familia LINS E SILVA, já que a própria missão consular se valeu de dois integrantes de outra familia de tradição jurídica Brasileira para passar Ooooooooooooo panão no crime de seus compatriotas pilotos de fogão!

(6) Independência PRA QUÊ? Pra fazer negociatas? Pra vender sentenças? Pra leiloar Habeas Corpus?

(7) Nardonic cleaning tissue: "aeeeeee, cê sabe se tem algum tira na delegacia pra passar um pano? (...) Pô, mas tá caro esse meganha! Tem que passar o pano de grátis, saca, mêuô?!?"

(8) A promessa de retorno para atenderem a Justicia Brasileña está mais com cara de promessa pra São Longuinho: só dar três pulinhos. Compareceram? Lhufas..... até o julgamento foi por net conferência!

(9) Sinop, Mato Grosso... sei, sei... se procurar, acha o Mizael da Mércia Nakagima lá.... debaixo da mesa do Juiz "robert".

(10) Tem o que se comentar? Exceto o TACK SÄ MYCKET (`muito obrigado´ em sueco) ao WIKILEAKS e ao Julian Assange....



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PS:E que bonito, heim, Governo Brasileiro?!?!? Tanto bla-bla-bla e serviu pra quê?