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quarta-feira, 6 de julho de 2011

La Justicia gringa: Passaram o pano bonito para Casey Anthony


Casey Piriguete Anthony e a pequena Caylee: lavou, tá novo!



Lágrimas de crocodilo...


Tá rindo de quê?


Para quem não tem Fox News na tv ou não entende patavinas as enroladas de língua nos canais internacionais: em 2008, uma gaja de Orlando, Florida (é, aquele lugar mesmo que tem os parques da Disney) chamada Casey Anthony, 22, branquinha, bonitinha, bem WASP, resolveu sair de casa e ir para outra cidade trabalhar. Tudo bem se Caysey não tivesse uma filha de dois anos, CAYLEE, da qual desconhece quem é o pai e deixou a menina na casa dos pais dela.

Foi, voltou, esperou não ter ninguém em casa. Supostamente, a gaja matou a filhinha sufocada com fita adesiva. Não suficiente, Casey enfiou o corpo da menininha no porta-malas do carro de sua mãe e caiu no mundo.

Quando a mãe de Casey chegou na "maison Anthony", onde é que estava... o seu carro? Neta, lhufas! Cadê o carro? Liga daqui e dali, Mamma Anthony conseguiu o telefone da filha problemática (só ela?) Casey para anunciar que tinha chamado a polícia por conta do "roubo do carro". A neta de dois anos nas mãos da filha-mãe-solteira- piriguete, lhufas!
Casey Piriguete entrou em pânico: "A babá roubou o carro com a Caylee dentro!"

Adivinha que "raça" era a suposta babá sequestradora? Adivinha? Adivinhou?

Latina!

Só depois que a piriguete deu esse K.O. é que a então avó materna da menina resolveu acordar pra vida e denunciar o sequestro da bebêzinha de 2 anos, uma menininha fofa, até parecida com a Madeleine MCCain.

Entrou até FBI na história. Acharam o carro e nada da bebêzinha. Nada? A exemplo do ocorrido em Algarves, Portugal, o FBI lançou mão de seus cães farejadores e encontraram indícios de um cadáver no porta-malas.

A diferença é que Casey não é parente do Primeiro-Ministro do Reino Unido. Só é mais uma poor white thrash da Florida, dadeira de dar dó, de uma família de pobretões e que talvez tenha sido estuprada ou pelo pai ou pelo irmão mais velho dentro de casa, daí a origem da menininha Caylee.
Por esse perfil, Casey acabou apertada pela polícia. Apertaram, apertaram e a gaja foi contando histórias e mais histórias até se enrolar inteira e sem fita crepe. Pai, mãe e irmão também foram apertados em interrogatórios, mas provaram não ter nada com a história. Casey foi presa e, três meses depois, acharam os restos mortais da pequena em um bosque, há poucas centenas de metros da casa da familia.

Recentemente, Casey foi julgada com opinião pública americana em comoção. Casey é a "mulher mais odiada dos EUA". Chamá-la de "bitch" é o adjetivo mais simpático que os americanos podem usar sobre ela. Das acusações de assassinato em primeiro grau, abuso de crianças agravado e homicídio culposo, pela morte de sua filha de 2 anos, Caylee foi INOCENTADA na quarta-feira 06 de julho de 2011. Mas amanhã. por ter mentido seguidas vezes sobre o paradeiro da menininha, a piriguete será condenada. Ah, tá, valeu...

A exemplo das "celebridades Brasileiras", quando uma papagaiada desse calibre acontece, a primeira coisa que fazem não é abraçarem seus filhos; é correr para o TWITTER. Idem para as "celebidadz americanaz" :

Mandy Moore @TheMandyMoore: "Sou de Orlando e tenho estado envolvido pelo julgamento nas últimas semanas. A equipe de defesa foi péssima! isso é chocante! coitada, coitada da Caylee."

Fred Savage @ thefredsavage: "é um grande dia para as pessoas que matam seus filhos". "Acho OJ tem uma nova amiga agora. Repugnante".

Sharon Osbourne @ MrsSOsbourne: "Casey Anthony não é culpada ??.... é uma desgraça. Ela vai provavelmente começar seu próprio reality show agora."

Kim Kardashian @kimkardashian também tuitou "Casey Anthony inocente!! Estou sem palavras!" para o qual @HaHaWhitePPL respondeu: "Assim como ficou a família de Nicole Brown Simpson, quando seu pai conseguiu libertar OJ".


Apesar de piriguete, dadeira, poor white thrash, o que diferencia Casey de outros criminosos que foram condenados a pena de morte no Estado de Jeb Bush (o irmãozinho do W. Bush) é a cor da cútis e a genealogia. Se ela tivesse conseguido que uma latina azarada não conseguisse comprovar por A + B que não tem nada a ver com o monstruoso assassinato de Caylee, com certeza teriam encontrado pêlo em ovo pra colocar a latina numa fogueira em praça pública.

Mais interessante é que o júri saiu saltitante, apesar de admitirem que não tinham sido apresentadas provas consistentes para condenar a dadeira. Se houve os temiveis "acordos" que são vistos naqueles seriados Law & Order, numa sociedade ideal, seriam cassadas as licenças de todo mundo, do porteiro do tribunal ao juiz, passando por TODOS os advogados envolvidos no julgamento. E mandar as celebidadz pro mesmo rehab da Lita_Ree.

É isso aí: passaram um pano na moça pra ela não virar churrasquinho na ponta da agulha de injeção letal. Afinal de contas, a cútis dela não permite.




Quem sabe, num futuro próximo, ela, com suas orelhinhas de Dr. Spock e tudo, será capa da Playboy.

***


Só pra constar: quando é que a Justicia gringa vai julgar o RICARDO COSTA, heim?

Ah, e é uma verdade: não se faz avós-maravilha nos EUA como as nossas maravilhosas avós-maravilha (d. Silvana Bianchi, maior exemplo de avó-maravilha) Brasileiras!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Lavô, tá novo!

Ou como uma ex-coloniazinha que fica apregoando ser o "berço da Justiça e Democracia" não passa de uma propaganda enganosa




Anos atrás, assisti o que considero ser o filme mais impressionante da minha vida. O título é "Vendetta" (1999, estrelado por Christopher Walken e Joaquim de Almeida) - não me lembro do título praticado no Brasil, mas deve ser o mesmo, já que é uma palavra bem conhecida pela enorme população de Italos-Brasileiros. Enfim, como esse filme foi marcante, volta e meia vem à memória a terrível história de um grupo de imigrantes italianos nos EUA, que foram presos, julgados e depois linchados com o aval do governo local.

Vamos a história

Em 1891, um delegado de polícia de New Orleans (é, é aquela mesma cidade que foi arrasada pelo furacão Katrina em 2005 e o Governo dos EUA nada fez para salvar a população; até hoje, os efeitos do furacão W. Bush, quer dizer, do Katrina repercutem no povão americano) de descendência irlandesa, David C. Henessy pegava pesado com os imigrantes sicilianos instalados na cidade, mas em geral, era festejado entre os outros imigrantes italianos que estavam sofrendo nas mãos dos seus compatriotas mafiosos da Sicilia.

Numa noite chuvosa, Henessy foi pego numa emboscada. Levado ao hospital, o delegado (ou "chief", como são chamados os delegados lá) sussurrou a alguns conhecidos "Dagos". "Dagos" era uma expressão desrespeitosa usada para se referir aos Italianos, assim como "carcamano". Pouco depois, ele morreu.
Sem investigação, um grupo de VINTE italianos acabou preso e, entre eles, até meninos pré-adolescentes. Alguns foram torturados para confessar suas ligações com a familia Matranga, que competia pela importação de frutas contra a familia Provenzano. Como os Matranga estavam vencendo a concorrência contra os Provenzano, o patriarca, Joseph (Giuseppe) Provenzano, tratou de arranjar capangas para acabar com a concorrência. Puro Poderoso Chefão: os capangas mataram alguns Matranga, foram presos e Henessy iria testemunhar a favor de Joseph Provenzano, se não tivesse sido assassinado uma semana antes.

O assassinato do chief Henessy causou comoção na cidade. E, como em qualquer lugar do mundo, tinha que aparecer alguém para se locupletar economicamente ou politicamente em cima da desgraça alheia: o prefeito de New Orleans, Joseph Shakespeare, começou a incitar a opinião pública contra os imigrantes italianos "Vamos ensinar a essas pessoas uma lição que nunca mais esquecerão", ele bradou em praça pública. Até o espírito de PIG apareceu, numa edição do Popular Science Monthly, de dezembro de 1890, questionando-direcionando o que deveria ser feito com os "dago", ao sugerir que as Leis em voga seriam inadequadas para controlar a criminalidade imigrante que aterrorizavam a população americana local. Tal artigo, amparou a prisão de vinte pessoas.
A histeria coletiva era tamanha que o filho de um eminente comerciante foi até a prisão onde estavam os vinte imigrantes no dia do enterro de Henessy e, portando uma arma, deu um tiro que atravessou o pescoço de um dos detentos. Por este assassinato, o "prêybói" ficou na cadeia por 6 meses.

O julgamento dos 19 italianos foi um verdadeiro circo, de fazer corar de vergonha o julgamento dos mandantes e dos assassinos da irmã Dorothy Stang. De cara, o promotor de Justiça, Lionel Adams, foi obrigado a retirar as queixas que recaíam sobre Matranga e Batian Incardona. As testemunhas de defesa estavam sendo ostensivamente ameaçadas e não compareciam ao tribunal; um dos acusados, Asperi Marchesi, foi inocentado em troca da "denúncia premiada". Outros, como Antonio Scaffidi, Manuel Politz e Pietro Monasterio, permaneceram acusados, mas foram inocentados pelo juri, que foi fiel as suas convicções e percebeu o erro grave que estava sendo cometido.

Em virtude de tamanha confusão - os bodes expiatórios estavam sendo inocentados, "who killa da chief Henessy?", gritava a população dentro e fora do tribunal, imitando a pronúncia e o sotaque italiano -, o juiz decidiu por bem manter os inocentados na cadeia por questão de segurança.

Justiça seja feita!

Dois dias depois que os 19 foram enviados de volta à prisão por "questões de segurança deles mesmos", um "espírito de sporco" chamado W. S. Parkenson reuniu uma turba e seguiram para um paiol onde se armaram até os dentes. Ele e a turba raivosa formavam um grupo chamado "Movimento para corrigir a justiça". Do paiol, seguiram para a cadeia onde estavam os então inocentados para matar a tiros nove dos inocentados e enforcarem nos postes de luz do lado de fora da cadeia outros dois. Sobreviveram oito, que supostamente foram ajudados por um policial de nome Dominic O´Malley. O´Malley, por sua vez, quase foi linchado pela turba.

O que os hipócritas gritam quando ocorre um evento de selvageria como esse? Se for no Brasil, os hipócritas correm a dizer "Se este país fosse civilizado....", "Se este país fosse sério, mas DeGaule disse que o `Brasil não é um país sério! ´" e por aí vai a cantilena, bla-bla-bla, nhem-nhem-nhem. O que então dizer dos EUA em relação a este caso, o caso do Ricardo Costa, ao do Professor de Educação Física Sean Lanigan e tantos outros? É um país civilizado? Tem certeza?? Continue lendo.

Ao invés de repudiar o crime que a turba enraivecida tinha cometido, o prefeito de New Orleans, Shakespeare limitou-se a mandá-los para casa e declarou "Deus os Abençoe". Pior: quando perguntado se estava chocado com os fatos, ele declarou: "Não, pois sou Americano e não tenho medo do demônio. Esses homens mereceram o castigo imposto pela população pacífica e obediente às Leis". Ah, tá.

Para fingir que comem de faca e garfo e não soltam pum na mesa, o linchamento dos imigrantes italianos foi "investigado e levado a julgamento". Na cadeira dos réus, estavam o policial O´Malley e dois dos jurados que haviam inocentado os 19 italianos. Acusação? Obstrução da justiça!!!! A fim de completar a belezura, o juiz ainda elogiou Parkenson pela iniciativa.

Remendando o soneto

Ao tomar conhecimento dos fatos envolvendo os imigrantes italianos nos Stati Uniti, o Rei Victorio Emannuel, pressionado por uma banca de promotores italianos, exigiu o retorno do Embaixador italiano nos EUA e expulsou o Embaixador americano. Mais pressionado ainda, gaguejou uma ameaça de guerra contra "il grande paese del nuovo mondo". Com o intuito de acalmar as partes, o Presidente dos EUA, através de seu Secretário de Estado exigiu que o Estado da Louisiana compensasse financeiramente as famílias dos 20 homens presos, o que ia completamente na contramão do que a "pacata, temente a Deus e obediente às Leis" população Americana pensava a respeito do linchamento. Em West Virginia, os americanos trabalhadores de uma mina de carvão fizeram uma violenta greve em decorrência da não demissão de dois colegas imigrantes italianos; a Guarda Suiça, aqueles emplumados soldadinhos (que não são Suiços, são Italianos) que protegem o Papa, foram impedidos de desembarcar nos EUA - e quase que o Papa foi preso na sua visita aos EUA.

Nem o assassinato do chief Henessy foi desvendado, nem a população italiana em New Orleans decresceu, nem a Itália entrou em guerra contra os EUA. Acabou tudo em águas de bacalhau.

E a história da xenofobia no Arizona nem ponta do iceberg é...




Bibliografia consultada:
http://files.usgwarchives.org/la/orleans/newspapers/00000077.txt

http://raciality.blogspot.com/2009/03/movie-about-historical-lynching-of-many.html



sexta-feira, 17 de junho de 2011

Free Ricardo Costa: Caso Escolinha Base Made in USA

Poderia ser enredo do seriado Law & Order Special Victims Unit. Mas não é. É só a vida como ela é nos EUA.



Em meio as mensagens dos já comentados forums de debate de websites americanos que citam o caso do Ricardo Costa (V. texto anterior "Free Ricardo Costa: Novidades"), encontrei uma história que é de arrepiar. Lembra roteiro daquele seriado "Law & Order SVU" e também o tristemente célebre caso da Escolinha Base, já contado por alto neste blog.

Um Americano professor de Educação Fisica, com 43 anos, muito bem casado, pai de três filhos, em janeiro do ano passado sofreu o maior baque da vida dele.
Certo dia, enquanto trabalhava no colégio Centre Ridge Elementary School, em Fairfax County/ Virginia, foi chamado pelo diretor do colégio para uma conversa. Foi notificado que estava sendo acusado de molestar sexualmente uma aluna de 12 anos e que haviam policiais no colégio para levarem ele à delegacia para interrogatório. Prenderam o professor, que passou quatro dias (não foram quatro ANOS, não; foram quatro DIAS!) numa penitenciária, a Fairfax County Adult Detention Center.

Enquanto isso, os policiais do glorioso Estado da Virgínia não interrogaram a garotinha, não fizeram sequer UM exame de corpo de delito na lindinha e se deram por satisfeitíssimos com a denúncia dos pais dela.
Lanigan, o professor, afastado de sua função de educador, foi julgado MESES depois. Sabe quanto tempo demorou o julgamento do beloved teacher? 47 minutos. O júri, envergonhado, liberou o professor por falta de PROVAS.

Resolvido o problema? Não! O pesadelo continuou a ficar mais e mais terrivel.

Enquanto o caso não era julgado, o Conselho escolar do municipio, com grã respeito ao seu semelhante, fez questão de enviar cartas aos vizinhos da familia Lanigan a respeito das acusações contra o professor.
Inocentado, Sean Lanigan foi transferido da escola de ensino Fundamental em que trabalhava para outra. E depois outra e mais outra. Sua mulher Karin, passou a ser hostilizada no trabalho e por fim, pediu demissão.

Ah, e a guriazinha? Foi molestada ou não? Não, ela não foi. Ela só estava com raiva do professor e, para se livrar dele, inventou uma "histórinha pra boi dormir" que contou aos pais. Estes, horrorizados, correram a denunciar o "monstro-pedófilo-comedor de criancinhas" para a polícia, que a exemplo de algumas corporações policiais de certo país abaixo da linha do Equador, engoliu e disse amém às palavras do casal histérico.

IMEDIATAMENTE ao fim do julgamento, os advogados de Sean Lanigan entraram com pedido de indenização contra o município que, a exemplo de certo país abaixo da linha do Equador, também está demorando a pagar o que deve ao ofendido, caluniado e humilhado pedagogo.



A familia Lanigan


Contava uma tia minha, que nascera em 1908, uma história muito interessante.
Uma mulher foi se confessar ao padre. Ela sussurrou aflita: "Padre, eu espalhei uma mentira muito grande contra o meu vizinho. Eu disse que ele era pedófilo. O povo foi lá na casa dele, quebrou tudo, botaram fogo na casa dele. Quase mataram o coitado! O que eu posso fazer? Qual é a minha penitência? "
Diante dessa confissão, o padre coçou o queixo e disse: "Reze 3 Aves-Maria, 3 Pai-Nosso, 1 Gloria-Deus e volte amanhã bem cedo, 5 horas da manhã, com um grande travesseiro de penas de ganso".
A mulher deu um sorrisinho, correu a se ajoelhar para rezar e saiu saltitante da igreja. No dia seguinte, 5 horas da manhã, como marcado, lá estava a beata com o travesseiro de plumas debaixo do braço.
"Bom dia, padre. Aqui está o travesseiro", ela cumprimentou o padre.
"Aqui está a faca", disse o padre, "Vamos até o alto do campanário."
Com a faca e o travesseiro, lá foram eles para o ponto mais alto da cidade.
"Aqui está bom. Pode abrir o travesseiro e esvaziá-lo", disse o padre, depois de se certificar do clima, do céu escuro, cheio de nuvens. A beata fez o que lhe foi pedido.
"E agora? Estou perdoada?", ela perguntou rindo, vendo as plumas voando campanário abaixo, sopradas pela ventania da manhã de inverno.
"Não senhora! Seu perdão só virá depois que conseguir reunir todas essas plumas de novo. Assim como essas plumas, é o seu pecado. Quando conseguir reunir todas as plumas e fazer com que todo mundo da cidade tenha certeza que você cometeu o pecado da mentira e calúnia contra seu vizinho e que ele é inocente, estará perdoada."

É isso o que o Conselho Escolar fez com Lanigan: espalhou as plumas ao vento. Para recolher todas, vai custar.



E o que diremos se compararmos o caso de Lanigan com o do Ricardo Costa? As semelhanças são grandes, mas as diferenças também. Se Sean Lanigan ficou na cadeia por 4 dias, Ricardo está atrás das grades por algumas centenas de vezes mais; Se Sean Lanigan teve o julgamento rapidamente, Ricardo ainda o espera, quem sabe, mês que vem. Se Sean Lanigan é visto até hoje como um tarado por todos aqueles que o conheciam, Ricardo é reconhecido por todas as suas boas qualidades, GRAÇAS A DEUS!







Para saber mais sobre o caso Sean Lanigan (em Inglês):

Primeira notícia no Washington Post sobre o caso:
http://voices.washingtonpost.com/crime-scene/fairfax/fairfax-teacher-accused-of-mol.html

Noticia sobre o julgamento de Sean Lanigan:
http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2010/05/27/AR2010052703259.html

O pesadelo de Sean Lanigan continua:
http://www.washingtonpost.com/local/fairfax-teacher-sean-lanigan-still-suffering-from-false-molestation-allegations/2011/03/04/AFVwhh3G_story.html

Editorial do Washington Post sobre o não pagamento da indenização à Sean Lanigan:
http://www.washingtonpost.com/opinions/fairfax-county-needs-to-right-the-wrongs-against-sean-lanigan/2011/05/17/AFYJRl6G_story.html

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Voo 1907: AuPair




Imagine a cena: plena avenida 23 de maio, 17 horas, um (ou vários) amarelinho do CET, com um megafone, gritando para os motoristas dos milhares de automóveis que circulam por aquela importante via de São Paulo.

- "Ô cidadão do Corsa prata!", ele anuncia, sendo que 40% dos carros circulando naquela via, naquela hora, são Corsas prata, "Placa tal e tal, ano 2003, favor ligar o pisca alerta para entrar na pista da direita!". Para outro, ele grita: "Dona Albertina do Uno vermelho! Teu filho tirou o cinto de segurança!"

Bem, se essa idéia lhe é estranha, alguém que fica no meio da rua avisando para os motoristas ligarem pisca alerta para acessar a pista da direita ou esquerda ou implorando para os motoristas desligarem a tralha de som ultrapotente (por que todo mundo que tem péssimo gosto musical é surdo ou quer fazer o mundo todo ouvir a joça da música que ele gosta, heim?), fique sabendo que o todo poderoso Governo dos EUA acha que o CINDACTA deveria ficar avisando que a aeronave tal está com o seu TCAS/Transponder desligado e que os "fofos" deveriam ligar a aparelhagem que lhes é de suma importância, já que é um ítem de segurança!

Veja este vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=daGkIObowqw&feature=feedlik

Pois é... o CINDACTA que gerencia as torres de controle de alguns dos mais movimentados aeroportos do mundo - Aeroporto Internacional André Franco Montoro (Guarulhos/SP), Aeroporto Internacional de Viracopos (Campinas/SP), Aeroporto Internacional do Galeão (Rio de Janeiro/RJ), tem que ficar de babá para duas mulas mancas que retiraram um jatinho novinho em folha do aeroporto de São José dos Campos, só por que as duas bestas não sabiam para que servia o TCAS/Transponder de fabricação... de fabricação... americana!!!

Oras! Eles não sabiam para que servia o conjunto de aparelhos?!? Ou eles estão se fazendo de joão-sem-braço? Ou será que Tio Sam tá achando que o CINDACTA é alguma agência de fornecimento de serviço AuPair?


... And JUSTICE for all. Deve ser Justicia forró. E, como perguntou Nardoninho: "Conhece alguém da 97 pra passar um pano?!?"


Relembrando: dá uma olhada nesta reportagem da REDE RECORD, que reproduz o áudio da dupla de mulas mancas e é a prova mais forte e inegável da incompetência, arrogência e desprezo deles com a vida alheia.

http://www.youtube.com/watch?v=bggzWaKJRf4&feature=related