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terça-feira, 7 de junho de 2011

Caso Sean no MAIS VOCÊ

O programa matinal MAIS VOCÊ (Globo SP canal 5, Sky: TV Tem Sorocaba canal 6, Globo BH canal 12), comandado pela ANA MARIA BRAGA, apresentou a entrevista emocionante de Silvana Bianchi, avó materna de Sean, na última segunda-feira, dia 06 de junho de 2011.

http://maisvoce.globo.com/MaisVoce/0,,MUL1664082-10345,00-MAIS+VOCE+FALA+SOBRE+BRASILEIROS+QUE+PERDEM+A+GUARDA+DOS+FILHOS+PARA+OS+PAI.html

Assista o video.

Na entrevista, fica claro que o desejo único e exclusivo da avó é VISITAR o neto e levar sua netinha Chiara, que é meia-irmã do Sean para visitá-lo.

Quem não entender isso, nos avise, que num texto futuro desenhamos, ok?


***



Antecipando a entrevista com d. Silvana, ANA MARIA BRAGA entrevistou JACI RADUAN BERGUER, advogada paulistana, 31 anos, cujos dois filhos estão apreendidos na Alemanha - e por extensão, ela também - pelo pai que manipulou uma trama para manter os dois meninos naquele país de forma ilegal.

Nos próximos dias, publicaremos textos sobre esse assunto, mais um caso de desrespeito com o Cidadão Brasileiro em terras estrangeiras, além de tudo com pitadas de racismo contra a Cidadã Brasileira.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Uma avó pelo seu direito inalienável


Lágrimas verdadeiras cheias de amor e saudade de uma avó por seu neto. Há como negar esta verdade?



Avó de Sean vai ao Senado buscar apoio para visitar o neto
20 de abril de 2010 • 19h55 • atualizado às 23h00



CLAUDIA ANDRADE
Direto de Brasília
A avó materna do menino Sean esteve no Senado Federal nesta terça-feira em busca de auxílio para poder visitar o neto nos Estados Unidos. Acompanhada de seus advogados, Silvana Bianchi conversou com o presidente da Comissão de Direitos Humanos, senador Cristóvam Buarque (PDT-DF). "Eu vim pedir o direito de falar com o Sean. E ele tem o direito de falar com os avós. Vim pedir que o nosso direito seja respeitado, como cidadãos brasileiros que nós somos, temos esse direito garantido pela Constituição", disse Silvana.
Sean está morando nos Estados Unidos desde dezembro, quando o pai biológico, o americano David Goldman conseguiu a guarda do filho. "(Vim buscar) o direito de visitar meu neto, que foi levado no dia 24 de dezembro e até hoje eu não consegui vê-lo. E, desde o dia 2 de março, eu não consigo dar uma palavra com ele nem por telefone nem por e-mail, nada".
A advogada de David Goldman, Patricia Apy, afirmou no início do mês que o pai de Sean tem interesse em permitir que os avós maternos visitem o menino, mas que isso depende de um processo legal. "Pedimos a Silvana e seu marido em janeiro que entrassem com um processo para tratar do relacionamento familiar, que seria complexo porque Goldman está começando a conhecer Sean", disse na época. "Eles não estavam interessados em se envolver neste processo".
O advogado Carlos Nicodemos disse ter entregado ao senador um dossiê sobre o caso e que também deverá pedir uma audiência com o ministro de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi. "Estamos recorrendo ao governo brasileiro, à Secretaria Nacional de Direitos Humanos providências administrativas no sentido de nos representar junto à Justiça norte-americana para assegurar a visita dos avós", disse. "Nesse momento, a estratégia é assegurar o direito de visita colocando o governo brasileiro como nosso interlocutor".
Ele cobra ainda esclarecimentos sobre o processo que permitiu a saída do garoto do Brasil. "Como Sean saiu do Brasil sem passaporte? Essa questão precisa ser esclarecida. Os dois passaportes estão presos no Brasil, na Polícia Federal".
Segundo o advogado, a visita ao Senado teve o objetivo de tentar garantir que o assunto não sofra interferências políticas. "Houve interferência política americana através de deputados e de um senador no sentido de acelerar o procedimento".

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4392154-EI306,00-Avo+de+Sean+vai+ao+Senado+buscar+apoio+para+visitar+o+neto.html

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A ARTE DE SER AVÓ





Netos são como heranças: você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu. É, como dizem os ingleses, um ato de Deus. Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho apenas suposto, como o filho adotado: o neto é realmente o sangue do seu sangue, filho de filho, mais filho que o filho mesmo...

Cinquenta anos, cinquenta e cinco... Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem as suas alegrias, as suas compensações — todos dizem isto embora você pessoalmente, ainda não as tenha descoberto — mas acredita.

Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade. Não de amores nem de paixões: a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade. Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meus Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos que hoje são seus filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento a prestações, você não encontra de modo nenhum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres - não são mais aquelas crianças que você recorda.
E então um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis — aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino que lhe é "devolvido". E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário causaria escândalo e decepção se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.

Sim, tenho certeza que a vida nos dá os netos para nos compensar de todas as mutilações trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis. Aliás, desconfio muito de que os netos são melhores que namorados, pois que as violências da mocidade produzem mais lágrimas do que enlevos.

No entanto — no entanto! — nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, a rival: a mãe. Não importa que ela seja sua filha. Não deixa por isso de ser mãe do seu neto. Não importa que ela ensine o menino a lhe dar beijos e a lhe chamar de "vovozinha", e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais.

Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante dos triângulos conjugais.

A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe de comer, dá-lhe banho, veste-o. Embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.

Uma noite passada em sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer croquetes, tomar café — café! — mexer no armário da louça, fazer trem com as cadeiras da sala, destruir revistas, derramar a água do gato, acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser e até fingir que está discando o telefone.

Riscar a parece com o lápis dizendo que foi sem querer — e ser acreditado! Fazer má-criação aos gritos e, em vez de apanhar, ir para os braços da avó e de lá escutar os debates sobre os perigos e os erros da educação moderna.

Sabe-se que, no reino dos céus, o cristão desfruta os mais requintados prazeres da alma. Porém esses prazeres não estarão muito acima da alegria de sair de mãos dadas com o seu neto, numa manhã de sol. E olhe que aqui embaixo você ainda tem o direito de sentir orgulho, que aos bem-aventurados será defeso. Meu Deus, o olhar das outras avós, com os seus filhotes magricelas ou obesos, a morrerem de inveja do seu maravilhoso neto.

E quando você vai embalar o menino e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz: "Vó!", seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.

E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe o castiga, e ele olha para você, sabendo que, se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade e apoio... Além é claro das compensações....

Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menininho — involuntariamente! — bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beiço pronto para o choro; e depois, o sorriso malandro e aliviado porque "ninguém" se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi, Vó?

Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague.


Texto de Raquel de Queiroz



Em homenagem a D. Silvana Bianchi Ribeiro Carneiro, uma mulher de fibra!
MORDAÇA NO MENINO, MORDAÇA NA FAMILIA E MORDAÇA NOS INFIÉIS!

Quando D. Silvana e sr. Raimundo retornaram dos EUA em 04 de abril, a imprensa Brasileira divulgou que, não somente os avós maternos foram impossibilitados de verem o neto - apesar do psicólogo americano que RECOMENDOU a visita dos avós para que a transição de Sean fosse mais tranquila - como também que "a bondade" de David
Goldman se esgotou. Nos dias que se seguiram a vergonhosa "devolução de Sean ao "papi-herói", D. Silvana pode "conversar" com o neto por 30 segundos...

"Oi Sean!"
"Oi nonna!
"Tá tudo bem aí, querido? Chegou bem, meu anjo? Tá comendo direitinho?"
"Eu cheguei inteiro, nonna. Tá fazendo frio aqui. Eu estou tent..."

- - - sinal de telefone desligado- - -


...e em Inglês. No mesmo pacote de notícias, ainda há o pedido para que a familia materna de Sean "não darem mais nenhuma declaração à imprensa".

Oras, oras, oras! Vindo de um sujeito (e entourage) que transformou um mero caso de Vara de Familia em "incidente internacional", saiu aos quatro ventos lavando roupa suja em público, distribuindo spams pelo mundo inteiro contando sua lacrimogênica e inverídica história, difamando familiares do seu filho inclusive na Escola onde mãe e pai sócioafetivo estudaram, este pedido é uma PIADA INFAME. Aqui no Brasil, segundo seus fanáticos seguidores, "pau que dá em Chico também dá em Francisco"; logo, vamos utilizar esta linha de raciocínio: se pau que dá em Chico também dá em Francisco, a familia materna de Sean Bianchi TEM todo o DIREITO de divulgar a manipulação, a tentativa de LAVAGEM CEREBRAL a que está sendo submetido Sean. é direito deles a denúncia à imprensa, é direito desta familia gritar contra o aviltamento de seus direitos! E é por isto que existe este blog: para não desamparar a Familia materna de Sean, para apoiar o DIREITO INALIENÁVEL DA IRMÃZINHA DE SEAN em ter contato com seu irmão mais velho e preservação da memória da mãe de Sean, Bruna Bianchi, que foi espezinhada e difamada sem que ela pudesse se defender.

O que a maioria esmagadora do público que considerou correto o retorno de Sean aos EUA não sabe é que a entourage dele é tão tranquila e equilibrada quanto hooligans ingleses em confronto com a torcida do Barcelona em final de campeonato da Eurocopa.

Há um americano (*) que entrou em contato comigo no começo deste ano e relatou uma história escabrosa: ele, como jornalista independente, começou a pesquisar o fenômeno do caso Sean na mídia, estranhando o fato de que nos EUA o caso sempre é apresentado como "o pai-herói que está tentanto reaver o filho sequestrado por um grupo de Brasileiros perversos e que estão fazendo lavagem cerebral no menino". Em suas pesquisas, ele chegou ao administrador do website. Quando perguntou, por e-mail, se David Goldman estaria enriquecendo as custas do website, o administrador, de forma agressiva, disse-lhe que ele seria processado se continuasse a fazer este tipo de questionamento. Poucos dias se passaram e, "misteriosamente", ele começou a receber telefonemas e mensagens eletrônicas onde era bastante ofendido. Quem teria passado a informação sobre as perguntas que ele fez ao administrador do website de Goldman e, como os "Goldhooligans" tiveram acesso ao telefone do rapaz?

Ele me pediu ajuda, e tentei ajudá-lo na medida do possível. Porém, ele não entrou mais em contato, provavelmente deve, ou ter se afastado do caso para não ser processado (que Democracia!) ou o processo da qual foi ameaçado está correndo em SEGREDO DE JUSTIÇA. Lei da mordaça. Cala boca. Censura. Lá pode; aqui, não.
"Faça o que falo, não faça o que faço".


(*) Reservo-me, como criadora e mantenedora deste blog de notícias e abrigando-me na CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, promulgada em 5 de outubro de 1988, a não divulgar o nome do indivíduo.